
Inaugurado em 80 d.C. com cem dias de jogos, o Coliseu de Roma acompanha a história da cidade desde então. Sua arena foi palco de combates de gladiadores e caçadas a animais selvagens; nos primeiros anos, antes da construção do complexo subterrâneo permanente de alvenaria, o local chegou a receber espetáculos aquáticos, possivelmente incluindo simulações de batalhas navais. O monumento sobreviveu ao fim dos jogos, à retirada de suas pedras ao longo de séculos e ao trânsito da cidade moderna e, ainda hoje, é um marco no coração de Roma. Poucas construções tiveram tantos usos ao longo da história: arena, fortaleza, pedreira, santuário e monumento.

A Travelmyth é um buscador de hospedagens que as classifica em 60 categorias, de acordo com os interesses e as necessidades de cada viajante. Nós, da equipe, preparamos este guia para quem quer conhecer o Coliseu além de uma foto tirada da calçada. Seu nome oficial é Anfiteatro Flaviano. Ele é o maior anfiteatro do mundo, e a parte que mais facilmente passa despercebida quando se olha das arquibancadas fica abaixo do piso da arena, onde elevadores içavam animais, gladiadores e equipamentos de cena para o espetáculo.
As obras do Coliseu começaram entre 70 e 72 d.C., sob o comando do imperador Vespasiano, ainda no século I. O terreno não estava vazio: ali ficava um lago artificial que pertencia à Domus Aurea, o palácio de Nero. Ao erguer um anfiteatro público no local antes reservado ao lazer privado de Nero, a dinastia flaviana devolveu simbolicamente aquela área à população, ao mesmo tempo em que ostentava o poder do novo governo.
O financiamento veio da guerra. A construção foi paga, ao menos em parte, com espólios da Guerra Judaica e realizada por uma vasta mão de obra que provavelmente incluía pessoas escravizadas e prisioneiros de guerra, embora não existam registros detalhados sobre a composição exata desses trabalhadores.
Após a morte de Vespasiano, seu filho e sucessor, Tito, inaugurou o anfiteatro no ano 80 d.C. com cem dias de jogos. Dião Cássio relata que mais de 9 mil animais selvagens foram mortos durante as celebrações de abertura. Mais tarde, o imperador Domiciano ampliou e finalizou o complexo, adicionando o nível superior e transformando as estruturas subterrâneas em um hipogeu permanente de alvenaria.
A arena recebia combates de gladiadores, caçadas de animais, execuções públicas e apresentações variadas. Nos primeiros anos, antes da construção do complexo subterrâneo definitivo, o local também abrigava espetáculos aquáticos e simulações de batalhas navais. As lutas de gladiadores ocorreram por vários séculos e foram proibidas apenas em 438 d.C., embora outros tipos de eventos, como as caçadas, tenham continuado por mais tempo.
Um detalhe que o nome não revela: ele não tem qualquer relação com o tamanho da construção. "Colosseo" não faz referência à escala do anfiteatro, mas sim a uma estátua gigantesca que ficava ali perto, o Colosso de Nero, que foi destruído posteriormente.
Após o fim dos antigos espetáculos, o anfiteatro atravessou um longo período de decadência e reaproveitamento. Suas estruturas serviram de moradias, oficinas, abrigos para animais e fortificações, enquanto pedras e mármores eram retirados aos poucos para outras obras. No final do século XV, o Papa Alexandre VI autorizou que o Coliseu fosse usado abertamente como pedreira. Parte desse material foi utilizada na construção da Basílica de São Pedro.
Nesse intervalo, o local chegou a ser habitado. Na Idade Média, a família Frangipane incorporou parte do Coliseu a um complexo fortificado. Durante o século XIII, o controle passou para a família Annibaldi. Em 1744, o Papa Bento XIV proibiu que o monumento continuasse sendo depredado e, para o Jubileu de 1750, consagrou a arena à memória dos mártires cristãos e à Paixão de Cristo.
Obras de restauração, estudos arqueológicos e ações de conservação são realizadas com frequência. Um grande projeto de preservação no lado sul do monumento ocorreu entre outubro de 2022 e março de 2026. Em outubro de 2025, a Passagem de Cômodo, um corredor oculto que ligava a área reservada ao imperador ao exterior do anfiteatro, foi aberta ao público após ser restaurada.

A estrutura ocupa uma área de 24 mil metros quadrados, com 189 metros de comprimento por 156 de largura. O perímetro original chegava a 545 metros e a construção atingia cerca de 48 metros de altura. No lado norte, de frente para a Via dei Fori Imperiali, o trecho original do perímetro externo permanece preservado em toda a sua altura e exibe três ordens sobrepostas de arcadas de travertino coroadas por um ático.
O edifício foi erguido com calcário travertino, tufo e concreto romano revestido de tijolos. Estima-se que apenas a parede externa tenha consumido mais de 100 mil metros cúbicos de travertino, assentados sem argamassa e fixados por 300 toneladas de grampos de ferro.
O anfiteatro contava com oitenta entradas no térreo, das quais 76 eram destinadas ao público em geral. No topo do ático, 240 suportes de mastro serviam originalmente para sustentar uma cobertura retrátil chamada velarium.
A capacidade de público deve ser vista como uma estimativa, não como um número exato. Os dados variam: uma fonte oficial de turismo aponta entre 60 mil e 80 mil espectadores, enquanto outra calcula cerca de 60 mil, distribuídos conforme a classe social pelos cinco setores da cavea, sendo o nível mais alto reservado à plebe. Outras estimativas atuais oscilam entre 50 mil e 80 mil pessoas. Como os registros antigos que restaram são de difícil interpretação, não há um consenso sobre o número preciso de ocupantes.

As estruturas subterrâneas do anfiteatro eram originalmente de madeira na época da inauguração. Sob o governo de Domiciano, foram convertidas no complexo de alvenaria definitivo que vemos hoje, composto por corredores, elevadores e plataformas usados para o deslocamento de animais, artistas e cenários.
Dependendo do ingresso, o passeio pode incluir a arena, o subsolo e o Belvedere nos níveis superiores. A parte mais alta era conhecida como "piccionaia" e reunia os assentos menos disputados da época. Atualmente, é de lá que se tiram as fotos panorâmicas do monumento e de seus arredores.
Planeje bem o tempo da visita. O ingresso comum permite até 75 minutos dentro do Coliseu, enquanto as modalidades Full Experience e Attic dão direito a até 90 minutos. A visita exclusiva à arena dura 20 minutos.
O ingresso de 24 horas dá direito a uma única entrada no primeiro e no segundo nível do Coliseu, sem acesso à arena, além de uma única entrada nas áreas arqueológicas do Fórum Romano, do Palatino e dos Fóruns Imperiais. O acesso ao Fórum e ao Palatino está incluído; não é cobrado à parte.
O ingresso "Only Arena" inclui uma visita de 20 minutos ao piso da arena e uma entrada no Fórum Romano, no Palatino, nos Fóruns Imperiais e nos sítios SUPER incluídos. Essa entrada pode ser feita nas 24 horas anteriores ou posteriores ao horário reservado no Coliseu. Ele não inclui o percurso comum pelo primeiro e pelo segundo nível do Coliseu. Já o ingresso "Full Experience Underground and Arena" é válido por dois dias consecutivos. Ele inclui uma entrada com horário marcado no Coliseu, com acesso ao subsolo e à arena, e uma entrada no Fórum Romano, no Palatino, nos Fóruns Imperiais e nos sítios SUPER no dia reservado, no dia anterior ou no dia seguinte.
Duas observações importantes sobre a compra: as datas em que os ingressos são colocados à venda variam conforme o tipo, e muitos ingressos com horário marcado são disponibilizados com até 30 dias de antecedência. Como as opções mais procuradas podem esgotar rapidamente, é aconselhável reservar cedo. A compra antecipada pode ser feita pelo site oficial do parque, enquanto os ingressos comuns de 24 horas também podem ser comprados na bilheteria oficial da Piazza del Colosseo, conforme a disponibilidade do dia.
Os ingressos são nominais. Nas entradas do parque arqueológico, é necessário apresentar um documento de identidade junto com o ingresso. O nome no ingresso deve ser exatamente o mesmo que consta no documento, um detalhe importante para quem prefere adquirir as entradas por canais que não sejam os oficiais do parque.
O acesso com horário marcado também exige atenção à antecedência. A recomendação oficial é comparecer 15 minutos antes. Para o ingresso que inclui o subsolo, o sistema exige que você esteja no local 30 minutos antes do horário agendado. Chegar com uma hora de antecedência não traz nenhuma vantagem.

O MyColosseum é o aplicativo oficial e totalmente gratuito para quem visita o Parque Arqueológico do Coliseu.
O subsolo e a arena são os principais atrativos dos ingressos com visita guiada ou acesso especial, e o passeio noturno pelo Coliseu é uma alternativa para quem busca uma experiência diferente. Se o seu foco for a fotografia e não a arqueologia, o ático e o Terraço Belvedere oferecem algumas das melhores vistas panorâmicas.
O Coliseu fica na Piazza del Colosseo. A Linha B do metrô para na estação Colosseo, enquanto a Linha C atende a estação vizinha Colosseo–Fori Imperiali. As linhas de ônibus 51, 75, 81, 85, 87 e 118, além da linha 3 de bonde, também circulam pela região.
Ele não é um monumento isolado, mas o ponto central do Parque Arqueológico do Coliseu, que engloba o Anfiteatro Flaviano, o Fórum Romano, o Arco de Constantino e o Palatino. Por isso, o ingresso padrão inclui essas áreas arqueológicas.

Os horários de funcionamento se dividem em três períodos sazonais, conforme a programação divulgada pelo parque e registrada em julho de 2026. De 29 de março a 30 de setembro de 2026, o Coliseu abre às 8h30, a última entrada é às 18h15 e o parque fecha às 19h15. De 1º a 24 de outubro de 2026, a última entrada é às 17h30 e o parque fecha às 18h30. De 25 de outubro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027, a última entrada é às 15h30 e o parque fecha às 16h30.
Note a diferença no horário de abertura: o Coliseu abre às 8h30 e a área do Fórum Romano e do Palatino, às 9h. O parque não abre nos dias 25 de dezembro de 2026 e 1º de janeiro de 2027. A entrada é gratuita no primeiro domingo de cada mês, além de 25 de abril, 2 de junho e 4 de novembro. Horários, fechamentos e regras de ingresso podem sofrer alterações; consulte o site oficial do parque antes de viajar.
A localização não é o único critério a considerar ao escolher onde ficar. A Travelmyth reúne hospedagens em toda Roma e permite filtrá-las em 60 categorias, para que você compare hotéis em Roma de acordo com o que realmente importa e combine duas ou três preferências de uma só vez.
Reserve para o dia em que houver disponibilidade e aproveite o fato de o Coliseu abrir meia hora antes da área do Fórum.